Compositor: Santiago Cruz
Sempre senti que, em nenhum lugar, eu me encaixo
Mas agora não me importa mais, que se danem todos
Tenho meu cantinho, que construí com esforço
Sem querer atrapalhar ninguém e vindo de baixo
Vivo fora, vivo na montanha
Longe da cidade, do trânsito, longe da malandragem
Quando subo no palco, canto com a alma
Eu não sei jogar o jogo dos que te enganam
Quanto mais os anos passam, menos eu entendo
Quanto mais bebo, mais sede, não tem copo meio cheio
Todos mentem um pouco querendo se fazer de bonzinhos
Mas aqui vemos caras, corações, não sabemos
Sou um péssimo amigo, sou boca-suja, perdi cabelo e tô careca
Sou neurótico, sou amargurado, com meu reflexo, sou um desalmado
E às vezes, canto fora de tempo e muito desafinado
Mas sou eu e não quero ser ninguém mais
Sou uma eterna tentativa
Contraditório e cada vez mais consciente
Sou eu e não quero ser ninguém mais
Mas sou eu e não quero ser ninguém mais
Sou uma eterna tentativa
Contraditório e cada vez mais consciente
Sou eu e não quero ser ninguém mais
O filho do Germán e da Fabiola
Não parecia que ia dar em nada, mas tive uma chance
Fui bêbado e cheirador e até tomei Coca-Cola
E hoje em dia, tomo iogurte grego com granola no café da manhã
Faço músicas de amor, colecionando derrotas
Você estava com uma trinca, e eu acabei perdendo só com um par de valetes
Faço o melhor que posso com o que me cabe
Quando for minha vez de sair, estarei com as botas calçadas
Perco a fé na humanidade a cada dia que passa
Depois volto a acreditar, é que não tenho jeito
Abro um pouco a janela pra ver se o cerco continua
Não soam mais as balas, é um interlúdio
Como disse Jorge Drexler: Minha moeda vai girando
Que seja o que for, o que melhor se encaixar
Eu sigo meu caminho, vou pela minha calçada
Que Deus os abençoe, sai e fica
Mas sou eu e não quero ser ninguém mais
Sou uma eterna tentativa
Contraditório e cada vez mais consciente
Sou eu e não quero ser ninguém mais
Mas sou eu e não quero ser ninguém mais
Sou uma eterna tentativa
Contraditório e cada vez mais consciente
Sou eu e não quero ser ninguém mais
Há uma multidão que vive na minha mente
Há um monte de vozes que estão presentes
Tem que escolher a qual eu presto atenção no meio da confusão
O barulho fica cada vez mais forte
Fica mais fácil se render e desistir
Depois do golpe, volto e conto até dez
E seguro a respiração
Mas sou eu e não quero ser ninguém mais
Sou uma eterna tentativa
Contraditório e cada vez mais consciente
Sou eu e não quero ser ninguém mais
Mas sou eu e não quero ser ninguém mais
Sou uma eterna tentativa
Contraditório e cada vez mais consciente
Sou eu e não quero ser ninguém mais